A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) divulgaram, nesta quinta-feira, novas diretrizes para o diagnóstico da hipertensão arterial no país. As mudanças têm como objetivo ampliar a detecção precoce de riscos e reforçar a prevenção.
Pressão de alerta já a partir de 12 por 8
De acordo com as novas recomendações, valores de pressão arterial iguais ou superiores a 12 por 8 (120 mmHg sistólica e/ou 80 mmHg diastólica) passam a ser considerados como pré-hipertensão. Essa classificação não significa um diagnóstico definitivo, mas serve como sinal de alerta para acompanhamento médico mais próximo.
Hipertensão confirmada a partir de 14 por 9
Apesar da nova categoria, a hipertensão arterial oficialmente continua sendo diagnosticada a partir de 14 por 9 (140 mmHg sistólica e/ou 90 mmHg diastólica). O documento explica que a ideia é evitar a progressão dos casos de pré-hipertensão para estágios mais graves, estimulando intervenções antecipadas.
Classificação detalhada da pressão arterial
A tabela divulgada pelas entidades apresenta a nova divisão: pressão normal abaixo de 120 por 80; pré-hipertensão entre 120–139 e/ou 80–89; hipertensão estágio 1 entre 140–159 e/ou 90–99; estágio 2 entre 160–179 e/ou 100–109; e estágio 3 para valores iguais ou superiores a 180 por 110 mmHg.
Mudanças de estilo de vida como prioridade
Segundo as diretrizes, pessoas em pré-hipertensão não precisam iniciar tratamento medicamentoso. O foco está em mudanças de estilo de vida: parar de fumar, adotar uma alimentação saudável, reduzir o consumo de sal e aumentar a ingestão de potássio, controlar o peso corporal, praticar atividade física regular, diminuir a ingestão de álcool e cuidar da saúde mental para reduzir o estresse.
Objetivo: prevenção e qualidade de vida
As sociedades médicas destacam que essas atualizações visam identificar precocemente os indivíduos em risco e estimular medidas preventivas. A ideia é reduzir a incidência de casos graves, melhorar a qualidade de vida da população e aliviar os impactos da hipertensão no sistema de saúde brasileiro.















